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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Copa do Mundo de Pista #2 - Seleção brasileira pronta


A seleção brasileira de pista disputa entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro a segunda etapa da Copa do Mundo de Pista, que será realizada em Cali, na Colômbia. O grupo, com 11 representantes, enfrentará os principais ciclistas da categoria. O velódromo Alvides Nieto Patiño receberá 47 seleções e 15 equipes.

"Na primeira etapa competimos com três atletas muito jovens, que tiveram a oportunidade de participar pela primeira vez de uma Copa do Mundo. Agora o Brasil será representado por 11 pilotos e vamos trabalhar duro para conquistar bons resultados", afirma Emerson Silva, auxiliar técnico da Seleção Brasileira de Pista.

Os representantes brasileiros na Colômbia serão: Flávio Cipriano, Caio Moretto, Dieferson Borges, Armando Camargo, Robson Dias, Luiz Carlos Amorin, Tiago Nardin, Sumaia Ribeiro, Janildes Fernandes, Uenia Fernandes e Clemilda Fernandes.

Na primeira etapa da Copa do Mundo, realizada em Astana (Cazaquistão), entre os dias 4 e 6 de novembro, os atletas nacionais somaram pontos importantes. Na prova de velocidade por equipe, os brasileiros terminaram na 18ª colocação, com o tempo de 47s707, e no scratch, o competidor Dieferson Borges foi o 16º. Já na prova de velocidade individual, Flávio Cipriano terminou na 46ª colocação e Dieferson Borges foi o 51º colocado. Flávio Cipriano por muito pouco não conseguiu classificação para as finais da prova de Keirim, terminando em terceiro lugar na repescagem.

O grupo passou por uma série de treinamentos supervisionados pela comissão técnica brasileira. O projeto, desenvolvido pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) em parceria com o Ministério do Esporte, envolve a realização de campings, acompanhamento médico, além de outros fatores referentes à modalidade. O trabalho busca desenvolver o nível técnico dos atletas e proporcionar intercâmbio por meio da participação deles em diversas competições internacionais.

As próximas etapas da Copa do Mundo de Pista serão realizadas em Pequim (China), de 13 a 15 de janeiro de 2012, e Londres (Inglaterra), de 17 a 19 de fevereiro.

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EPO - Hormônio sintético de EritropoietinaEfetiva, ilegal e mortal

Os escândalos que atormentaram o Tour de France de 1998 divulgaram amplamente o sistemático abuso do hormônio sintético EPO para melhorar a performance. No começo do Tour de France, os ciclistas Alex Zuelle e Laurent Dufaux, da equipe Festina, admitiram tomar EPO, e o diretor da equipe confessou organizar o doping sob controle médico. Enquanto a imprensa popular demonstrou choque em relação ao uso disseminado de EPO entre ciclistas de ponta, aqueles próximos ao esporte indicavam que o abuso do EPO havia permeado o escalão de topo dos ciclistas pela década passada.
O que é EPO?
EPO (abreviação de eritropoietina) é um hormônio secretado pelo rim que estimula a medula óssea a elevar a produção de células vermelhas do sangue. O principal benefício do treinamento em altitude é aumentar a produção natural de EPO (eritropoietina), o que eleva a quantidade de hemoglobina no sangue. Oxigênio é transportado no sangue ligado à hemoglobina. Portanto, uma elevação de EPO ocasiona o aumento na capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue. Mais oxigênio no sangue significa mais oxigênio alcançando os músculos para a produção de energia aeróbica, o que melhora a performance de ciclistas, corredores de longa distância e outros atletas de resistência.
Há duas formas ilegais de elevar a capacidade de transporte de oxigênio no sangue de um atleta. Uma é o doping sangüíneo, a qual era a melhor tecnologia disponível nos anos 70 e boa parte da década de 80. Doping sangüíneo envolve remover e estocar um litro do próprio sangue, esperar algumas semanas até que o corpo tenha restaurado a quantidade de células vermelhas do sangue, e então reinjetar as células vermelhas estocadas. Doping sangüíneo requer a redução da qualidade do treinamento depois que o sangue for tirado, e é um procedimento bastante complicado.

A maneira moderna de aumentar ilegalmente a capacidade de transporte de oxigênio do sangue é injetar a versão sintética de EPO. Esse hormônio é produzido sinteticamente para tratar pacientes com mau funcionamento dos rins, câncer e AIDS. Pelos últimos 10 anos, uma parte da produção de EPO fez seu caminho para aos mãos de atletas. No começo desse ano, Eddy Planckaert, belga ex-campeão de ciclismo, confessou ter tomado EPO em 1991 e declarou que durante os últimos dois anos de sua carreira (1990 e 91) muitos outros ciclistas estavam usando EPO. Porém, junto com a melhora na performance em decorrência de EPO, vem uma série alarmante de mortes controversas entre ciclistas de topo. Entre 1987, quando EPO ficou disponível na Europa, e 1990, dezoito ciclistas belgas e holandeses morreram abruptamente, levantando suspeitas que os usuários ingenuamente não sabiam que estavam brincado com fogo.
Por que EPO é perigoso?
O mesmo efeito que melhora a performance de resistência também põe em risco a saúde do usuário. Ao elevar a densidade do sangue, EPO aumenta o risco de coagulação sangüínea, o que pode bloquear os vasos sangüíneos causando infarto ou ataque cardíaco. Uso de EPO também causa hipertensão e pode ocasionar ataque apoplético e falência congestiva do coração. Esporte significa testar os limites. Infelizmente, no caso de EPO, o limite sendo testado é o quão alta a quantidade de células vermelhas no sangue do atleta pode aumentar antes que o fluxo sanguíneo seja interrompido levando à morte.
Hematócrito é a proporção do sangue que é feita de células vermelhas sanguíneas. Os níveis normais de hematócrito são de aproximadamente 40-50% em homens, e 37-47% em mulheres. EPO pode elevar o hematócrito bem acima desta faixa. À medida que o atleta fica desidratado durante o treinamento ou competição, o volume sanguíneo é reduzido, ocasionando elevação do hematócrito e a resistência do sangue para fluir. Durante uma maratona, o hemotócrito de um corredor não-dopado pode aumentar de 45 a 55%. Não há um valor determinado no qual o hemotócrito torna-se perigoso, porém o risco aumenta geometricamente em níveis de hemotócrito acima de 55%. Se um maratonista dopado com EPO começar a competição com 52%, seu hemotócrito pode subir acima de 60% durante a maratona.
EPO pode ser detectado?
O desenvolvimento de um teste válido e confiável para detectar EPO sintético foi a maior prioridade do Comitê Olímpico Internacional antes da Olimpíada de Sidney 2000. O desenvolvimento do teste demorou vários anos devido à dificuldade de produzir um anticorpo que pudesse distinguir o EPO sintético do hormônio produzido naturalmente, e porque a meia-vida do EPO sintético no sangue é de apenas 6-8 horas. O teste de EPO agora é válido e seguro, e vem sendo cada vez mais usado no esporte internacional.
Não há dúvida que a injeção de EPO sintético pode melhorar a performance de corredores de longa distância e outros atletas de resistência. Considerando o uso disseminado entre ciclistas, seríamos ingênuos ao pensar que o abuso da utilização de doping por EPO também não seja prevalente em nosso esporte.

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